Livro de artista: da criação ao projeto gráfico


Em março comecei minha quarta pós-graduação, agora em Processos Criativos em Palavra e Imagem. Desta vez pensei menos no que o mercado exige e mais no que sinto falta de trabalhar integralmente – com criação de textos e imagem. E retomar este contato tem sido incrível. O primeiro grande trabalho da pós foi uma avaliação interdisciplinar que propunha a criação de um livro de artista.

A Proposta

“Produção de um livro de artista, a partir de representações que evidenciem o universo de um personagem partindo de seus pertences pessoais.” Meu grupo, composto pela publicitária Clarice Mota, pela fotógrafa Renata Murta e por mim, escolheu dentre os objetos disponíveis o caderno de um estudante de arquitetura da década de 50, um conjunto de fotos de uma mulher também da década de 50 e postais de vários lugares do mundo, da mesma época. A criação deveria ter textos e imagens que conectassem a personagem aos objetos por meio de uma narrativa verbo visual significativa e coerente.

O Processo Criativo

Com um grupo composto por três mulheres com visões e habilidades diferentes, começamos com a criação da personagem, Alberto Macedo, estudante de arquitetura. A Clarice escreveu a história que teve vários percursos e no fim revelou características de uma personagem apaixonada por artes, mas indecisa, submissa aos valores familiares e por consequência extremamente rígida consigo. A partir das características básicas todas nós fizemos experimentos e pequenos textos em nossos cadernos de criação. Eles foram sendo adaptados a cada orientação com os professores do curso.

Abaixo alguns experimentos do meu caderno de criação:

 

Grande parte dos experimentos visuais utilizados no trabalho final foram feitos pela Renata, que desenvolveu bem as técnicas de nanquim soprado, guache e colagem. Fiz alguns experimentos com papel vegetal que também foram aproveitados com ajuste do grupo. Os textos foram elaborados pela Clarice e modelados a seis mãos. Por fim montamos o storyboard para distribuir todas as criações em uma narrativa verossimilhante. Com isso pronto, fiquei responsável pelo projeto gráfico – organizando tudo que foi selecionado para o nosso livro de artista.

O Projeto Gráfico

Escolhemos usar o papel polen por ter uma tonalidade e textura que lembra um material  mais antigo – já que nossa narrativa acontece na década de 50. A poesia concreta foi uma de nossas referências então usamos na capa com uma brincadeira com as palavras no título “Tudo sobre (des) controle”. As linhas, que se repetem ao longo do livro, também aparecem na capa reforçando este jogo. Grande parte da narrativa acontece nas páginas ímpares que às vezes escapa para parte das páginas pares garantindo uma sequência visual. Algumas composições acontecem nas páginas pares e ímpares. Para isso, a diagramação foi ajustada para o tipo de encadernação (em parafuso). O resultado de todo esse trabalho pode ser visto abaixo:

 

 

 

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